Já parou para pensar que o inverno trás uma série de preocupações e que o cuidado com os olhos nem sempre está no nosso top 10 ?

Por @barrozbruna

 

Existe pouco aprofundamento midiático quando a questão são os olhos. Como cuidar da sua saúde já envolveu muitas lendas e mitos que de acordo com especialistas renomados, não passam de meias verdades – as leituras sobre as vitaminas que melhoram seu desempenho, por exemplo.

E no inverno ? É fácil encontrar informações do que fazer ou evitar para não prejudicar o comportamento dos olhos. Logo, listo aqui com a ajuda do doutor em oftalmologista da Clínica Belfort, Rubens Belfort Neto, 5 outros fatores não divulgados para cuidar dessa região, muitas vezes negligenciada.

1- A primeira atenção vai para os usuários de lentes de contato descartáveis em geral, independentemente do grau que usar ou do distúrbio. Por serem gelatinosas, essas acabam por roubar um pouco da umidade natural dos olhos, e

acrescido ao fato dessa estação do ano no Brasil ter menos precipitações, as consequências são olhos mais secos e aquela alergia que parece não cessar,  só piora o quadro. É fundamental, então, seguir as orientações do seu médico com o cuidado ao coçar os olhos com as lentes e o correto descarte delas.

Rubens me diz que cada caso é um caso, por isso é importante também pedir informação ao seu oftalmologista sobre qual colírio lubrificante utilizar, entretando já avisa que seu uso é o melhor para garantir maior conforto – e aqui, se enquadram também os não usuários dessas lentes, que também reclamam do ressecamento dos olhos nessa época climática.

#dicarb: não se assuste se você percebe seus olhos mais ressecados com frequência – mesmo não estando no inverno ou não usando as lentes, Rubens explica que a secura na região pode variar de acordo com a idade, os hormônios, ou claro, o ambiente.

 

“ Lentes de contato gelatinosa irritam os olhos e ressecam, independente do grau”

2- Quando pergunto ao profissional sobre a Conjutivite ele me alerta da diferença entre a inflamação bacteriana e a viral. Indo na contramão do que muitos pensam, aquela mais comum é a provinda de um vírus, normalmente porque nessa época do ano, mais fria, as pessoas se encontram com a imunidade mais baixa e quando se aglomeram – em metrôs, no trânsito, por conta da poluição etc – tendem a contrair com mais facilidade.

A Conjutivite Bacteriana é, na verdade, muito mais rara e grave, já que dentro do seu globo ocular está transitando uma bactéria maléfica. Os olhos também ficam vermelhos como na causada pelo vírus, porém parece não diminuir a intensidade. Para tratar, apenas com um especialista e repouso total.

style="font-weight: 400;">Voltando a inflamação mais recorrente,  – principamente no inverno - não é caso de grandes tratamentos. É viral, e por isso não tem remédios que possam apressar as soluções, diferentemente do que crescemos ouvindo de nossos avós, que corriam para os antibioticos. “Um colírio específico ajuda, junto com os cinco dias de encubação e mais cinco para prevenir passar o vírus aos mais próximos”, Rubens complementa.

Evitar compartilhar objetos de casa para que a inflamação não se alastre aos mais próximos - toalhas, travesseiros, controles remoto ou maçanetas – se afastar de mergulhos em piscinas, evitar coçar os olhos e lavar sempre as mãos quaisquer sejam as atividades feitas, são as precauções que já conhecemos, mas que Rubens ressalta.

 

 

Indo na contramão do que muitos pensam, aquela – a Conjutivite - mais comum é a provinda de um vírus

3 – Ver a neve pela primeira vez é emocionante, não é ? Você espera uma oportunidade para vê-la caindo do céu e já se imagina esquiando em montanhas com vistas memoráveis, no glamour do inverno ou brincando com as crianças desses jogos na neve.  Pois se está de viagem marcada, se previna dos malefícios que esse acontecimento da natureza acarreta ao seus olhos.

Mesmo os estrangeiros recém chegados a um país de clima temperado ou de frio polar, mal sabem que a neve também reflete os raios ultra violeta e por isso sentem queimaduras na pele depois de muitas horas de exposição. Com certeza você já viu europeus, por exemplo, encapotadas de roupas usando óculos de sol, mesmo em um céu totalmente encoberto. A

claridade da luz refletida atrapalha a vista e pode a danificar se não houver cuidado – a queimadura da córnea ou alteração na percepção das cores.

O formato deve envolver toda a região dos olhos, ou pelo menos boa parte dela, pois esses raios nocivos também podem entrar pela lateral, na armação dos óculos.

#dicarb: não são somente os olhos que se prejudicam com a incidência dos rais UV. Sabemos que a aplicação do protetor solar por toda a pele é importante mesmo sem o Sol aparente, porque a claridade, como vimos, também causa estragos extremos na pele – o câncer de pele . Então, mesmo recorrendo ao óculos de sol, aplique um protetor solar específico para a região dos olhos nas pálpebras

Não confie em qualquer óculos de sol. Invista naqueles que seguramente vão te proteger dos raios solares UVA e UVB

4 – Agora, um fato: é característica do inverno brasileiro a umidade estar nos níveis mais baixos, piorando a poluição já existente. Quem é alergico e sofre de rinite sabe o quanto os olhos coçam nessa época do ano. É aquela irritação que não parece melhorar de forma alguma, nem com os medicamentos recomendados.

E é bem nesse momento que alguns de nós mais ouve das mães e avós – e até de alguns médicos – “não coce os olhos porque dá cegueira” . Rubens me diz que adora desmistificar essa lenda. “Coçar os olhos de vez em quando não causa cegueira. É preciso irritá-lo muito para pelo menos mudar o formato da superfície do olho, a córnea, guturalmente aumentando as chances de desenvolvimento quadros de astigmatismo !”. Claro que evitar coçar é o mais recomendável de todas as ações, porém coçar os

olhos é algo natural do ser humano e portanto não causa um problema tão grave.

#dicarb: E como então controlar a coceira ? Tratando o problema da raiz: se sabe que seus olhos se irritam por causa do ressecamento, cuidar da secura ou se coçam por alergia, é interessante procurar um alergista.

Depois que descobrimos o stream, não largamos mais nossas telas, é verdade, e por essa razão, sofremos com os olhos secos. Explico a relação: quando você tem toda a sua atenção voltada para algo, é normal piscar menos, então a lubrificação dos olhos  – renovada ao piscarmos – fica baixa. A consequência disso é coçar sem parar. O especialista explica que o melhor modo de solucionar isso é simplesmente ... piscar mais.

 

O especialista explica que o melhor modo de solucionar isso é simplesmente ... piscar mais

5 – Outra lenda que permeia o universo da saúde ocular é a limpeza dos olhos. Talvez você nunca tenha ouvido falar nela, todavia alguns de nós acredita que é preciso lavar os olhos como em um skincare – ou com os colírios lava olhos - para que eles se limpem de todas as impurezas que passaram durante o dia.

Esse mito que vem das gerações mais antigas, diz Rubens, não é fidedigno. Ele defende que apenas a lubrificação da região com as lágrimas naturais e com o ato de piscar, já dão aos olhos a

purificação que eles precisam – não precisa correr para o colírio!

Mas e as remelas, você me pergunta. Nesse caso o mais adequado é lavar o rosto e obviamente o entorno dos olhos com água.

Com os olhos ressecados, a questão se torna outra: nesses casos de lubrificação inadequada, recorrer a um colírio é mais que importante, pois o produto vai reproduzir as propriedades perdidas de uma lágrima natural, com o mesmo Ph, mesma viscosidade e substâncias que não irritem a superfície dos olhos.

Com os olhos ressecados, a questão se torna outra: nesses casos de lubrificação inadequada, recorrer a um colírio é mais que importante